Abordagem inicial em Neonatologia: bossa serossanguínea

27 de junho, 2018
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No primeiro mês de vida do Recém-Nascido (RN), a cabeça é uma das principais partes do corpo que precisam de cuidados durante a manipulação, devido a sua fragilidade óssea. A cabeça do RN é formada por ossos frágeis que se unem por membranas e podem apresentar forma alongada, principalmente em casos de partos normais, o que chamamos de modelagem.

 

O formato alongado tende a regredir em aproximadamente uma semana e apresenta alerta na frequência da posição que o bebê se encontra no berço, pois a mudança de posição ajuda a cabeça da criança a assumir a forma arredondada mais rapidamente. As fontanelas, as quais habitualmente chamamos de “moleiras”, apresentam-se em duas partes no RN. A maior se localiza na parte da frente da cabeça, enquanto a menor localiza-se na região posterior e tem o formato de um triângulo. A fontanela posterior começa a fechar a partir de dois meses, já a anterior se fecha entre 12 a 18 meses de vida.

 

Defeitos congênitos inofensivos no RN

 

Algumas alterações apresentadas pelos RNs, relativamente próprias deste período, costumam preocupar as mães. A preocupação por parte dos pais surge diante da possibilidade de sequelas graves durante o parto. Porém, é importante destacar que o surgimento de lesões benignas em bebês saudáveis ocorre frequentemente, como as alterações cranianas descritas abaixo:

 

  • – Craniotabes: amolecimento e redução da espessura dos ossos do crânio do RN;
  • – Bossa serossanguínea: edema que ocorre devido ao trabalho de parto, aumentando a espessura do couro cabeludo;
  • – Céfalo-hematoma: hematoma devido ao trabalho de parto;
  • – Craniossinostose: fechamento prematuro de uma ou mais suturas cranianas, podendo alterar o formato do crânio ou mesmo impedir seu crescimento normal;
  • – Fontanelas muito amplas: se relacionam a alguns tipos de doenças, como hipotireoidismo congênito, síndrome da rubéola congênita, entre outras;
  • – Hemorragias subconjuntivais e retinianas: presença de pequenos pontos hemorrágicos na conjuntiva (olho), além de na face e no pescoço, também decorrente do trabalho de parto.

 

Essas características apresentam-se devido ao trabalho de parto e costumam ser temporárias, desaparecendo nas primeiras semanas de vida. As pequenas lesões associadas ao nascimento podem ser:

 

  • – Cabeça: moldagem, bossa, céfalo-hematoma e fontanela anterior (“moleira”);
  • – Olhos: pálpebras inchadas, hemorragia subconjuntival, cor da íris e entupimento do ducto lacrimal;
  • – Orelhas: dobrada e covinha na orelha;
  • – Nariz: nariz achatado;
  • – Boca: calo de sucção ou bolha, língua presa, pérolas epiteliais e dentes;
  • – Ossos e articulações: – quadris apertados, torção da tíbia e pé virado;
  • – Cabelo: cabelo temporário e penugem (lanugem).

 


As lesões passageiras do nascimento não necessitam de nenhum tratamento ou qualquer tipo de intervenção médica, pois, na maioria dos casos, desaparecem ou evoluem de forma positiva. Por isso, é obrigação do profissional de Neonatologia informar e despreocupar os responsáveis pelo RN.

 
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