Geriatria, Gerontologia e o envelhecimento populacional

30 de agosto, 2018
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O Brasil teve seu perfil demográfico transformado a partir da década de 1970. Migramos de uma sociedade rural e tradicional, com famílias numerosas e alto risco de morte na infância por doenças infectocontagiosas, para uma sociedade urbana, com queda das taxas de natalidade e mortalidade por doenças crônicas em populações mais velhas.

Assim, de uma população predominantemente jovem em um passado nem tão distante, passamos a ter um contingente cada vez mais significativo de pessoas com 60 anos ou mais de idade, quadro que só tende a aumentar.

 

Geriatria e Gerontologia

A Geriatria, especialidade médica com abordagem ampla focada em idosos, e a Gerontologia, estudo do envelhecimento nos aspectos psicológicos, biológicos e sociais, tornam-se cada vez mais necessárias para os cuidados de saúde no nosso país.

As significativas e rápidas alterações na estrutura etária da população exigiram uma resposta rápida por meio da implantação e implementação de políticas públicas voltadas à população idosa.

O envelhecimento populacional desafia os sistemas de saúde e de previdência social e evidencia a importância da Geriatria e da Gerontologia. Envelhecer não significa adoecer, pode-se até conviver com doenças crônicas, mas o envelhecimento deve estar associado a um bom nível de saúde.

 

Qualidade de vida

Os avanços no campo da saúde e da tecnologia permitiram melhor qualidade de vida nessa fase. Investir em ações de compreensão do processo de envelhecimento, prevenção de doenças e busca de alternativas para manter idosos social e economicamente integrados e independentes passou a ser fundamental para uma sociedade saudável, daí a crescente demanda pelas especialidades de Geriatria e Gerontologia.

 

Políticas Públicas

O Brasil já tem um importante percentual de idosos que será crescente nos próximos anos, demandando serviços públicos especializados que deverão refletir o planejamento e as prioridades atuais das políticas públicas sociais.

As políticas devem contemplar intervenções integradas, que assegurem o cuidado às doenças crônicas, mas que fortaleçam a promoção do envelhecimento saudável.

A sociedade deve estar consciente do preço que terá de pagar e do custo crescente da assistência à população idosa, e o Estado deve estar preparado para garantir políticas específicas e financiar estruturas de apoio para os idosos.

A atenção integral para uma população idosa, reconhecendo suas características e especificidades e garantindo sua qualidade de vida, é o desafio para a sociedade e para o Estado nas próximas décadas. Certamente a Geriatria e a Gerontologia se consagram com destaque nesse processo.

Texto escrito pela nossa Professora Lícia Oliveira – Psiquiatra.

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