Gestação Ectópica

21 de novembro, 2019
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A gestação ectópica é toda e qualquer gestação que ocorre fora do seu lugar habitual, ou seja, fora da cavidade uterina. A maioria das gestações ectópicas ocorre nas tubas uterinas. Outros locais também possíveis são os ovários, a cérvice uterina e a cavidade abdominal.

O que significa a palavra ectópica?
Gestações que se desenvolvem no interior da cavidade uterina são denominadas tópicas. As que se desenvolvem fora dela são chamadas ectópicas. A palavra ectópica significa fora da cavidade uterina. Se houver um embrião no interior da cavidade uterina e outro fora, dela diz-se que a gestação é heterotópica.

O que causa?
O processo de fecundação ocorre no interior das tubas uterinas. O ovo fecundado precisa migrar para o interior da cavidade uterina para que ocorra o processo normal de implantação. Quando existe algum fator que possa impedir esse deslocamento embrionário há maior chance de ocorrência de uma gestação ectópica.

Leia também: Obstetra e a Gravidez de Risco.

Os principais fatores de risco reconhecidos são sequelas de doença inflamatória pélvica, procedimentos tubários prévios, gestação ectópica prévia, endometriose, tabagismo, procedimentos de reprodução assistida e falha do DIU, da laqueadura ou da pílula do dia seguinte.

Quando “um bebê” está nas tubas uterinas. O que acontece?
As gestações ectópicas são diagnosticadas em fases muito precoces. Muitas vezes o embrião ainda não é nem visível na ultrassonografia. O embrião implantado na tuba uterina cresce e começa a efetuar distensão dessa estrutura. Como a tuba uterina é uma estrutura muito delgada, a tendência é provocar a sua ruptura.

Portanto, não existe possibilidade de haver uma gestação viável na tuba uterina. O tratamento deve ser instituído assim que o diagnóstico foi firmado. Se houver ruptura da tuba uterina existe risco de sangramento agudo para o interior da cavidade abdominal.

Esse sangramento costuma provocar dor abdominal intensa com possibilidade de evolução para choque e óbito da mulher caso não seja diagnosticado e tratado. As rupturas de gestações ectópicas ainda são importantes causas de mortalidade no Brasil e no mundo.

Como é a cirurgia de gravidez ectópica?
Existem duas possibilidades de tratamento da gestação ectópica. A primeira é com o uso de um quimioterápico denominado metotrexato. As candidatas a esse tipo de tratamento são aquelas em que o diagnóstico foi feito em uma fase inicial. A segunda é com cirurgia.

Nos casos em que a paciente tem estabilidade hemodinâmica pode-se optar pela cirurgia laparoscópica. Nos casos em que a paciente está instável opta-se pela laparotomia. O procedimento consiste na retirada da tuba uterina quando existem sinais de ruptura e retirada do saco gestacional com preservação da tuba se não existem sinais de ruptura.

Após uma gestação ectópica tratada a paciente deve ser acompanhada pelo seu(ua) médico(a) assistente e seguir as orientações, se houver desejo de nova gestação. A maioria das pacientes que teve uma gestação ectópica pode ter uma nova gestação normal, desde que siga seu acompanhamento médico regular e as orientações que lhe forem prescritas.

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