O Código de Ética do Estudante de Medicina

17 de setembro, 2018
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Por Fábio R. Cabar

O Conselho Federal de Medicina (CFM) recentemente lançou o Código de Ética do Estudante de Medicina, elaborado com a cooperação de alunos e médicos. Trata-se da 1ª edição do documento, que aborda temas como respeito ao sigilo médico, respeito ao paciente, uso ético de cadáveres, organização de trotes e até combate ao assédio moral.

Alguns países, como os Estados Unidos, a Inglaterra e o Canadá, por exemplo, já dispõem desse tipo de código de conduta. No Brasil, alguns estados já tinham documento semelhante (São Paulo, Paraíba e Rondônia); entretanto, faltava um documento oficial do Conselho Federal da especialidade.

Objetivo 

De acordo com esse importante órgão de classe, o objetivo do código não é punir o aluno, mas oferecer informações aos estudantes em formação. Além disso, é muito importante ressaltar que muitos assuntos e conceitos tratados no Código de Ética da profissão já são abordados no Código dos Estudantes, o que pode facilitar, posteriormente, a atuação destes como médicos.

Trotes

Entre os pontos abordados no documento, estão as questões dos trotes, que podem trazer problemas para os estudantes de Medicina desde os primeiros anos do curso. O Código de Ética não proíbe as comemorações na recepção dos calouros, mas recomenda que sejam realizadas “em um ambiente saudável e não violento”. O documento também recomenda que o aluno se posicione de forma contrária a qualquer tipo de prática de violência, seja ela física, psíquica ou sexual.

Sigilo Médico

O sigilo médico, aspecto tão importante na prática profissional, também é citado, assim como o respeito ao paciente, o qual deve ser tratado de forma cuidadosa e empática. O manual ressalta que é dever do estudante dedicar sua atenção ao atendimento ministrado aos pacientes, evitando distrações com aparelhos eletrônicos e conversas alheias à atividade.

Como reflexo dos novos tempos, as novas plataformas tecnológicas também já são abordadas no documento, que inclui um tópico sobre o uso do WhatsApp, deixando claro que é permitido o uso de plataformas de mensagens instantâneas para comunicação entre médicos e estudantes de Medicina, desde que em caráter privativo e para enviar dados ou tirar dúvidas sobre pacientes.

A partir dos próximos meses, mais de 320 escolas de Medicina em atividade no país receberão o manual. Também é possível acessar o texto no site do CFM.

Código de Ética do Estudante de Medicina.

 

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