O que é morte materna?

19 de dezembro, 2017
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De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma mulher morre a cada dois minutos devido a complicações decorrentes do parto ou da gravidez. Embora o Brasil tenha diminuído em 58% a quantidade de mortes maternas entre 1990 e 2015, o número ainda é bastante alto. Hoje o país registra 60 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos, que acontecem principalmente pela má qualidade da assistência no pré-natal e parto.
 
O que é morte materna?
 
Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), são categorizados como morte materna os óbitos que ocorrem devido a doenças obstétricas ou doenças preexistentes. “[…] é a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou localização da gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela, porém não devida a causas acidentais ou incidentais”.
 
Principais causas da morte materna
 
O óbito de mulheres durante ou após a gestação é motivado principalmente pela baixa qualidade de vida e assistência precária durante o pré-natal e parto, condições sociais que tendem a se agravar em regiões subdesenvolvidas.
 
Segundo o professor Fábio Cabar, responsável pelos conteúdos de Ginecologia e Obstetrícia na Medcel, existem três principais causas da morte materna: síndromes hipertensivas, síndromes hemorrágicas e infecções.
 
https://www.youtube.com/watch?v=E_ftfk0oi5Q
 
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Síndromes hipertensivas
 
A identificação de grupos de risco e o diagnóstico rápido desta síndrome são fundamentais para evitar complicações na gravidez. Existem quatro tipos de hipertensão que podem afetar a gestante:

  • Hipertensão arterial crônica;
  • Pré-eclâmpsia/eclampsia;
  • Hipertensão arterial crônica superposta por pré-eclâmpsia;
  • Hipertensão gestacional.

Alguns fatores que podem agravar essa condição e levar a mulher a óbito são:

  • Carência de prevenção adequada;
  • Atraso no acesso ao serviço de saúde e marcação de consulta;
  • Falta de pré-natal diferencial;
  • Dificuldade na adesão e monitoração do tratamento;
  • Demora na identificação dos fatores de gravidade e na interrupção da gestação.

Síndromes Hemorrágicas
 
A precariedade no atendimento durante o parto e pós-parto constitui a maior causa de morte por síndromes hemorrágicas. Problemas ligados à placenta, como descolamento de placenta e acretismo placentário, representam outro fator que pode provocar hemorragia. A ruptura uterina é outra complicação possível de sangramento grave, podendo acontecer em qualquer momento da gestação.
 
Infecções
 
A infecção puerperal é uma das principais causas da mortalidade entre mulheres no período pós-parto. A doença atinge o aparelho genital feminino e pode ser causada tanto por agentes de fonte endógena (bactérias Escherichia coli e Streptococcus faecalis) quanto exógena (bactéria anaeróbica Clostridium sp.). O diagnóstico rápido da condição é fundamental para evitar os óbitos maternos.
 
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