O que é ostomia?

14 de dezembro, 2017
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Processo cirúrgico que envolve o aparelho digestivo ou urinário, a ostomia consiste na criação de um canal que desvia o conteúdo de uma cavidade natural do corpo (como o tubo digestivo ou trato urinário) para o meio externo, através de uma abertura na parede abdominal, por onde acontece a eliminação de fezes ou urina. O ostoma, como é chamado esse desvio, não possui as estruturas físicas necessárias para reter os dejetos, sendo exigido o uso de uma bolsa coletora aderida à pele em tempo integral para recolhê-los.
 
Em geral, as cirurgias de ostomia são executadas pelo Cirurgião do Aparelho Digestivo ou Urologista, dependendo da ocasião. Tais médicos especialistas dedicam 4 anos de formação, 2 referentes a residência em clínica geral e mais 2 da subespecialidade, neste caso, residência em cirurgia do aparelho digestivo ou urologia, o que lhes fornece a capacidade para realizar esse tipo de procedimento.
 
Quando uma ostomia é necessária?
 
O procedimento é indicado quando há congestionamento, compressão ou obstrução que prejudique a excreção de fezes ou urina, estabelecendo risco de rompimento do órgão armazenador (intestino ou bexiga urinária) com perigo de infecção abdominal grave. Para evitar a retenção anormal de dejetos com distensão abdominal, o fluxo de eliminação fecal e urinária pode ser direcionado para o exterior através de uma fístula confeccionada cirurgicamente, denominada ostomia.
 
Existem muitas doenças que podem desencadear a necessidade de uma ostomia, como: câncer de intestino, reto ou bexiga, perfurações acidentais no abdômen, compressão tumoral e outras disfunções. O tempo de permanência da ostomia é variável, pode ser permanente ou temporária, durar semanas ou anos, a depender do fator desencadeante e programação do tratamento pela equipe médica assistente, que definirá o momento oportuno para a reconstrução da anatomia necessária à eliminação natural dos dejetos, sem uso de bolsa coletora.
 
Quais os tipos de ostomia?
 
O procedimento utilizado depende da função a ser reestabelecida e do sistema comprometido.
 
Colostomia
 
Consiste na criação de um canal que liga o cólon (intestino grosso) à superfície da pele. A colostomia pode ser necessária devido ao câncer do intestino, doença diverticular, lesão interna ou doença congênita.
 
Ileostomia
 
Esse procedimento cria uma abertura artificial que liga o íleo (intestino delgado) ao abdômen. A ileostomia faz-se necessária quando acontece a remoção total do cólon (intestino grosso) ou há a necessidade de que uma parte da estrutura descanse.
 
Urostomia
 
Também conhecida como desvio urinário, às vezes associado à confecção de uma neobexiga ileal, a urostomia consiste em um desvio do trajeto urinário para fora do organismo pelo abdômen. Na urostomia, a bexiga urinária original é retirada ou ignorada. A indicação do procedimento inclui neoplasias, doenças congênitas, incontinência urinária ou lesões da medula espinhal.
 
Dia nacional dos ostomizados
 
A ostomia é um procedimento que deixa diversas sequelas físicas, psicológicas e sociais no indivíduo, fazendo com que ele tenha grande dificuldade para retornar à rotina. Criado em homenagem à fundação da Sociedade Brasileira dos Ostomizados, o Dia Nacional dos Ostomizados, 16 de novembro, chama atenção para o preconceito com os portadores dessa condição e as formas de inclusão social.
 
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