O que é Síndrome de Burnout?

23 de maio, 2017
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Do inglês, “to burn out” significa queimar por completo. Também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é definida como um estado físico, mental e emocional de profunda exaustão, desencadeando a produção de hormônios do estresse pelo sistema neuroendócrino devido à exposição contínua a situações de alta demanda emocional.

A responsabilidade com a vida de outras pessoas não é tarefa fácil, sendo muito comum aos profissionais da saúde sentirem-se desgastados ao final de um dia ou uma semana. No entanto, quando essa fadiga evolui para um esgotamento físico e mental por completo e que parece nunca ter fim, pode ser sinal do desenvolvimento da Síndrome de Burnout, que acomete 30% dos brasileiros, o que representa mais de 30 milhões de pessoas, de acordo com um estudo realizado pela International Stress Management Association (Isma). A boa notícia é que existe tratamento e com alguns cuidados é possível evitar ou mesmo lidar com os primeiros sintomas do problema.

A Síndrome de Burnout pode levar à morte

A doença pode desencadear uma série de sintomas, como distúrbios do sono, dor de cabeça, hipertensão, depressão, ansiedade, tensão lombar, modificações de peso, palpitação, crises de asma e até mesmo problemas gastrointestinais.

Manifestações comuns são fadiga intensa, irritabilidade, mudanças bruscas de humor, ansiedade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, indiferença, isolamento, desmotivação pessoal, abandono das responsabilidades, falta de perspectivas para o futuro, sentimentos de incompetência, frustração, baixa autoestima, desesperança e vazio interior.

Muitos profissionais acabam dando pouca importância aos sintomas, que tendem a se intensificar com o passar do tempo. Diferente do pensamento corrente de que “depois passa”, caso o indivíduo não seja submetido ao tratamento correto, pode até mesmo levá-lo ao suicídio.

Como lidar com os primeiros sintomas e evitar progressão da síndrome de burnout?

Saiba que é difícil alguém sair sozinho da situação e que a síndrome tem alto índice de recidiva, intimamente relacionada ao histórico pessoal de estresse constante. O tratamento envolve afastar-se do ambiente estressante, psicoterapia e eventualmente uso de medicamentos, e ficar sob observação constante. Antes de chegar ao esgotamento total, podem ser tomadas algumas medidas para impedir que o estresse do dia a dia evolua até o ponto de atrapalhar a sua vida pessoal e profissional.

Pratique exercícios e durma o suficiente

Embora a ideia de ir para casa e se jogar na cama após uma série de plantões seja tentadora, fazer o contrário pode ajudar o profissional a ter uma válvula de escape essencial para lidar com o cansaço diário. Além disso, a prática de atividade física, a alimentação saudável e o sono reparador provocam a liberação de endorfinas, melhoram o funcionamento do organismo e aumentam a sensação de prazer e bem-estar.

Não viva para o trabalho

Mesmo com toda a relevância e o impacto da sua profissão para a sociedade, é extremamente importante tirar um tempo para fazer atividades que não tenham qualquer ligação com o trabalho, proporcionem lazer, relaxamento, realização pessoal e alívio das preocupações e frustrações.

Tenha um hobby

Realizar uma atividade regular apenas por prazer é de grande valia para que o indivíduo possa se concentrar em uma tarefa totalmente separada do trabalho. Há várias opções, caso ainda não tenha se apaixonado por nenhuma delas, continue procurando.

Experimente meditar

Apenas cinco minutinhos de meditação diários fazem uma diferença gigantesca para a saúde mental, ajuda para aliviar o cansaço e estresse. O mais importante é entender que a eliminação dos pensamentos negativos é um processo contínuo e não acontece de uma hora para outra. Permita-se conhecer melhor e compreender seus limites.

Procure ajuda

Devido ser cada vez mais “normal” trabalhar sob pressão e enfrentar situações desgastantes, essa síndrome passa desapercebida até que sintomas mais graves se manifestem. A confusão com doenças como depressão e pânico dificulta o diagnóstico, uma vez que o quadro é semelhante.

Caso sinta os sintomas citados, procure ajuda profissional o mais rápido possível. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, menor será o prejuízo funcional e mais rápido estará livre dessa pressão sufocante.

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