Oncologia: avanços e desafios da especialidade

09 de novembro, 2017
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De acordo com a última pesquisa realizada pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer) a estimativa de novos casos da doença foi de 596 mil no Brasil para o biênio de 2016/2017. O aumento do número de casos e a inexistência de um procedimento que garanta 100% de eficácia tornam os desafios da oncologia tão grandes quanto os avanços conseguidos. Esse cenário, aliado a um grande investimento, faz com que muitas das maiores descobertas em relação à Medicina aconteçam dentro desta área médica.
 
Leia também:
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O que é a oncologia clínica?
Uma das subespecialidades da clínica médica, a oncologia clínica cuida das pessoas que possuem algum tipo de neoplasia. Esta área médica é responsável pelo acompanhamento do paciente em todas as fases do tratamento, desde o diagnóstico até o encaminhamento para realização de procedimentos, como quimioterapia, radioterapia e cirurgia oncológica.
 
Mesmo após o encaminhamento para médicos de outras subespecialidades, o oncologista clínico continua o acompanhamento, avaliando a necessidade de outros métodos curativos ou paliativos.
 
Pesquisa em oncologia
Principalmente depois de 1950, com a descoberta dos quimioterápicos, a especialidade tem evoluído mais e mais a cada ano. Devido a sua importância, a área de pesquisa em oncologia recebe bastante investimento, sendo uma das melhores opções para quem deseja se dedicar a este campo. Além disso, ainda há a possibilidade de estar envolvido na descoberta da cura para o câncer, colocando seu nome para sempre na história.
 
Avanços na área
Como citado acima, após o surgimento dos quimioterápicos, muitas descobertas fundamentais para o avanço da oncologia foram realizadas, como o desenvolvimento de fármacos cada vez mais específicos, que conseguem atuar de formas diferentes em um tumor. O mapeamento de genes, proto-oncogenes e receptores relacionados a ocorrência de neoplasias também têm sido essenciais para a evolução do diagnóstico e tratamento da doença.
 
Muitos desses avanços só foram possíveis pela descoberta dos modificadores de resposta biológica (MRB), pois, devido as suas propriedades imunologicamente ativas, eles podem ter uma ação antitumoral direta. Fazem parte desses fármacos: interferons, interleucinas, anticorpos monoclonais, levamisol, Bacilo Calmette-Guérin (BCG), fatores estimulantes de crescimento de colônias e indutores de diferenciação celular.
 
Residência em oncologia clínica
Para estar apto a atuar em um dos campos dessa subespecialidade, o médico precisa obter primeiro a titulação de clínica médica e depois a de oncologia clínica. Em ambos os casos, há dois caminhos a seguir: prova de títulos, que exige comprovação de experiência, ou residência médica.
 
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