Principais desafios na rotina do médico residente

14 de janeiro, 2019
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Prof. Dr. João Tognini

A Residência Médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação sob o formato de especialização supervisionada. Teve seu início em meados do século XX, porém, no Brasil, só foi regulamentada em 1977. Confere título de especialista aos egressos que cumprirem os programas integralmente dentro de uma determinada especialidade. Sem dúvida, em território nacional, é a melhor e mais adequada forma de treinamento para as especialidades médicas, constituindo-se, por isso, em um dos maiores objetivos de milhares de médicos recém-formados.

Duração

A duração total da especialização depende de cada programa, variando entre 2 ou mais anos. O curso é regulamentado pela Comissão Nacional de Residência Médica, que define e acompanha as normas educacionais dos vários programas de treinamento. Cabe dizer que existe uma regulamentação legal que atribui e normatiza o conteúdo educacional, além de estabelecer direitos e deveres dos médicos residentes, inclusive no que diz respeito à carga horária semanal e às férias.

Obrigações

Uma vez inserido em um programa, compete ao residente uma série de obrigações, e, entre elas, cumprir a carga horária (normalmente de 60 horas semanais). Comumente, dentro desta carga horária, está inserido pelo menos um plantão noturno ou de fim de semana.

Um fato extremamente importante é que o treinamento proporcionado pela Residência, apesar de eminentemente prático, tem carga horária teórica obrigatória. Devido a isso, o residente fica sob constante avaliação, tanto na parte técnica, quanto na parte comportamental, sendo necessário atingir determinada média para ascender ao ano subsequente, e assim até o final de sua formação.

Saiba como se organizar para estudar aqui.

Responsabilidades legais e éticas

Apesar de suas atividades serem obrigatoriamente supervisionadas por preceptores especialistas, o médico residente tem as mesmas responsabilidades legais e éticas de qualquer profissional de medicina, pois ele é registrado no Conselho Federal de Medicina, sendo responsável por seus atos e sujeito ao Código de Ética Médica.

Evolução e aprendizado

Embora pareça que essa fase da vida é um grande fardo a ser carregado durante a formação médica, a rotina de grandes responsabilidades e estudos tem um lado extremamente gratificante e prazeroso, pois a evolução e o aprendizado da especialidade escolhida ocorre de forma muito rápida, consequente à constatação satisfatória dos resultados motivados por suas ações, que impactam positivamente na vida das pessoas. Esses fatos são um grande estímulo para que se enfrente todo esse período com entusiasmo.

Habitualmente, as relações pessoais, o companheirismo e a capacidade de trabalhar em equipe são aspectos muito desenvolvidos durante a especialização, trazendo enorme crescimento pessoal ao jovem em formação e constituindo uma das mais importantes fases da vida, e, na maior parte das vezes, lembrada com grande carinho por quem teve o privilégio de tê-la galgado.

Saiba como se preparar para a Residência Médica aqui.

 

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