Residência Médica: 6 perguntas mais frequentes sobre o processo

28 de janeiro, 2021
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Durante a graduação, é bem comum surgir várias dúvidas sobre todo o processo da Residência Médica. Aqui no Blog, você consegue encontrar vários pontos que já abordamos sobre as provas como, por exemplo: como escolher o curso, como se preparar para as provas e até detalhes de algumas especializações.

 

Mesmo assim, é normal ficar com uma dúvida ou outra, não é mesmo? Por isso, resolvemos perguntar para os alunos de medicina o que eles mais têm dúvida sobre o processo, além da prova, e elencamos, aqui, as seis mais populares.

 

Leia também: A Ansiedade na Prova de Residência Médica 

 

Fazer Residência Médica é obrigatório, como a OAB? 


Essa resposta depende diretamente do seu planejamento de carreira. Quando você é graduado em Medicina, você se torna um médico generalista. Para ser um médico especialista como, por exemplo, um Ginecologista, é preciso avançar alguns degraus. Atualmente, existem dois caminhos para você se tornar um médico especialista.

 

O primeiro (e mais popular) é a Residência Médica. O processo de Residência Médica é feito em um hospital específico e, para ser aprovado, é necessário passar por uma prova eliminatória bastante concorrida. Ao passar por todo o processo, que costuma durar cerca de 2 a 3 anos, você vira, automaticamente, um médico especialista.

 

O segundo caminho é a Prova de Título. Neste caso, você precisará comprovar atividade profissional na especialidade desejada por uma quantidade de anos exigida por edital ou apresentar o certificado de conclusão da Residência Médica na especialidade e prestar a prova junto ao órgão responsável pelo Título da especialidade desejada (exemplo: Cardiologista, Pediatra e etc.).

 

Com a aprovação, você também se tornará um médico especialista. Vale lembrar que cada órgão responsável pelo Título possui um edital com seus pré-requisitos. É preciso consultá-lo para entender em qual deles a sua trajetória se encaixa para você se tornar um médico especialista.

 

Em suma: a Residência Médica não é obrigatória. No entanto, é preciso decidir qual caminho você deseja seguir. 

 

O formato da prova de Residência é sempre de múltipla escolha? 

 

Novamente, depende. O processo de aprovação para a Residência Médica fica a cargo das instituições. Existem provas de múltipla escolha e, por vezes, algumas instituições colocam, geralmente na segunda fase, a prova discursiva. Assim como há instituições que não fazem prova discursiva e, ainda, algumas instituições que aplicam (ou não) a prova prática. Tudo depende da instituição que você deseja fazer a Residência.

 

Eu consigo fazer plantão fora da Residência Médica? 

 

Não. Você receberá apenas a bolsa da Residência Médica – que é um pouco mais de R$ 3.300,00. O CNRM proíbe que se faça plantão fora da Residência Médica quando se está matriculado. Além do mais, a rotina de um residente já requer muito do aluno e, com certeza, fazer plantões extras implicaria diretamente na aprendizagem. É bom reiterar isso: o processo de Residência médica, apesar de envolver muita prática, ainda é um momento de estudo e aprendizagem. 

 

O mercado de trabalho diferencia quem fez Residência de quem fez especialização de outra forma? 

 

O mercado ainda está se adaptando a essa ideia. Antigamente, quem fazia pós-graduação não era visto com bons olhos. Hoje, as coisas estão começando a mudar – mas, claro, ainda é analisado em qual instituição foi feita aquela especialização e, também, por vezes, qual especialização é.

 

Por exemplo, se você fizer uma especialização almejando abrir seu próprio consultório, você terá o título de especialista como todos os outros e os pacientes que por ali passarem, muito provavelmente, não terão problema com isso. Agora, se o intuito é seguir uma carreira em grandes hospitais, talvez, ainda, a melhor escolha seja a Residência Médica. 

 

Passei dos 30, ainda vale a pena fazer Residência? 

 

Idade não deveria ser uma questão na hora de decidir se vai ou não fazer uma Residência Médica. Depois de passar por toda a graduação, 2 ou 3 anos não parece ser muito tempo, né?  

 

Se eu tiver filhos, dá pra interromper a Residência e voltar depois? 

 

A Residência médica prevê licença maternidade (120 dias) e licença paternidade (5 dias). Ela pode ser prorrogada, mas as instituições não são obrigadas a isso. No caso da mãe, quanto à bolsa, ela para de ser paga pela instituição, sendo responsabilidade da previdência.

 

Porém, para ter esse direito, é necessário que a mãe esteja na Residência há, no mínimo, 10 meses. Caso contrário, ela não receberá nada durante esse período, voltando a receber normalmente quando voltar às atividades. 

 

Importante: para concluir a Residência Médica, é necessário cumprir uma carga horária. Durante a licença maternidade, portanto, é como se a Residência ficasse trancada.

 

Leia também: Conheça 4 recursos incríveis para estudar para a Residência Médica

 

Tem mais alguma dúvida? 

 

Trouxemos as perguntas mais populares, mas, caso você ainda tenha alguma dúvida, manda pra gente lá no Instagram da Medcel que ficaremos felizes em responder!

Enquanto isso, por que você não vai se preparando para a prova de Residência? Para isso, é só clicar aqui e experimentar a plataforma Medcel por 7 dias sem pagar nada. Queremos estar juntos em todos os passos da sua caminhada. Afinal, a nossa meta é a sua aprovação. Conte com a gente! 

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